quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Problema no blog

Meus amigos,

Tentei trocar o visual do blog e perdi muitas informações que estavam aqui. Vou refazer tudo com o mesmo carinho...Espero que fique melhor do que antes.

Muita paz e perfume de rosas para todos!!!

Ps. Aceito críticas e sugestões!!!!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Arteterapia e NACCI - I Etapa

O Nacci aprovou a nossa ideia, mas mais importante foi o acolhimento que recebemos das crianças. A cada novo dia de atividade, o encontro se tornava mais carinhoso e alegre. As reações positivas durante cada atividade proposta foram inúmeras e, ao passo que se sentiam mais à vontade conosco, as máscaras iam sendo deixadas de lado e as reações iam se tornando mais genuínas.

Sabíamos antecipadamente das dificuldades que teríamos, mas apostamos que, com boa vontade e seriedade, poderíamos contornar os obstáculos. Não existia um ateliê terapêutico, mas a sala utilizada para a escolinha no Nacci foi perfeita para nosso trabalho. O número de participantes era sempre uma surpresa, mas tudo se encaixou e, mesmo nos dias em que os materiais tinham que ser individuais, a quantidade de que dispúnhamos era a necessária para que todos os participantes do dia trabalhassem.

Nosso grupo mudava a cada dia, pois algumas crianças iam embora, outras chegavam e ainda havia a questão das idas para os hospitais. Recebíamos notícias dos que não estavam pelas próprias crianças. Não era possível fechar as portas durante as sessões, pois eles precisavam sair para tomar remédios e também para o lanche. Alguns acordavam mais tarde e sem disposição, e precisávamos compreender que isso e as mudanças de humor faziam parte do dia a dia deles.

Ao fazermos uma análise do grupo, percebemos que as emoções mudam com uma rapidez muito grande. A ansiedade é constante, e a maioria dessas crianças briga por um espaço e por atenção. Envolvê-los com carinho e criar o campo da confiança foi nossa primeira tarefa nesse ambiente. Não era um grupo fácil de se trabalhar exatamente pela rotatividade, mas curiosamente era um grupo que se mantinha constante nas suas características. Todos estavam ali por uma mesma razão.

Muitos refletiam com muita força características básicas da infância - alegria, agitação, entusiasmo -, mas nos deparamos também com a debilidade, as mutilações e outros quadros complicados. Optamos, desde o início, por um trabalho de inclusão e, por essa razão, não determinamos idade e não optamos por nenhum grupo específico. No projeto nós esclarecemos que as atividades seriam oficinas arteterapêuticas elaboradas com a finalidade de aliviar cargas emocionais e que todos estavam convidados a participar.

Do ponto de vista terapêutico, podemos considerar que a proposta se cumpriu com êxito, e vários momentos ficaram registrados em mais de 400 fotos que farão parte do arquivo do NACCI, revelando o processo arteterapêutico do grupo. As demonstrações de carinho e a entrega durante as sessões ratificaram o poder da arte como intermediário entre os indivíduos, propiciando maior fluidez em um processo terapêutico. Cada proposta buscou mobilizar uma questão específica, e cada material utilizado atuou como agente facilitador desta mobilização. Pudemos acompanhar o grupo e perceber que, mesmo rotativo, as características se mantêm, pois existe uma identidade grupal.

No dia 1° de julho de 2009, participei de uma reunião mensal de voluntários do NACCI e foi com imensa satisfação que ouvi o relato do presidente da instituição, Sr. Clayton Oliveira. Ele contou para os presentes que o nosso trabalho ajudou a melhorar o ambiente geral da instituição, promovendo inclusive uma mudança de comportamento nos acompanhantes. Geralmente as crianças são acompanhadas pelas mães, e, na maior parte das vezes, essas mulheres estão estressadas e descontentes por estarem ali, pois deixaram no interior outros filhos e a casa para cuidar. De acordo com o Sr. Clayton, durante a festinha que realizaram para festejar o São João, a mudança de atitude era mais que visível, tanto entre as crianças quanto entre as mães. Todos estavam muito felizes e animados e algumas mães estavam tão arrumadas e pintadas que estavam irreconhecíveis.

Esse trabalho abriu as portas do NACCI para a Arteterapia e existe já um projeto em estudo para ampliarmos o trabalho, atendendo também os acompanhantes e os funcionários da instituição.

Acompanhamos também o desenvolvimento do grupo e foi com enorme alegria que pudemos notar mudanças significativas de comportamento. Podemos citar aqui muitos casos individuais, mas visando analisar o grupo, percebemos que, nos primeiros encontros, ao dispormos os materiais para uso coletivo, eles avançavam e pegavam tudo como se a qualquer momento tudo fosse desaparecer. Nos últimos encontros já não havia essa necessidade, e eles usavam à medida que iam precisando e depois iam trocando entre si. Outro ponto importante foi a não desistência diante de uma dificuldade. Se algum deles percebia que não conseguiria cumprir a atividade, ou buscava ajuda, ou pedia outra tarefa, mas não desistiam de fazer parte do trabalho.

E talvez a melhor resposta tenha sido um dos últimos encontros. A equipe de arteterapeutas estava confeccionando um painel sobre o São João. Naquela manhã havia pouquíssimas crianças na instituição, pois a maioria tinha ido para os hospitais. De repente as crianças chegaram e, mesmo voltando de sessões de exames e quimioterapia, abriram o sorriso e fizeram questão de participar. Naquele momento esqueceram a dor, as agulhadas, os enjoos, a indisposição, pois o foco principal era o trabalho arteterapêutico.

Conclui, portanto, que a Arteterapia pode ser trabalhada em qualquer situação, mesmo que em princípio não existam as condições ideais. O resultado será benéfico se o trabalho for realizado com o cuidado de adaptar a utilização dos materiais e as propostas a demanda de cada grupo.

Ana Passaro


Afrodite e Aromaterapia

Participei esta semana do workshop realizado no Holambras. Telma Insuela nos conduziu em uma viagem mitológica. Ahhhh....doce encontro com a deusa do amor, Afrodite (na mitologia romana é a Vênus).
Filha de Urano e Aphros (espuma do mar), casou-se por escolha própria com Hefesto, deus coxo, feio, filho rejeitado de Hera e associado ao artesanato. Do casamento da beleza de Afrodite e artesanato de Hefesto surgiu a arte.
Deusa do amor, da beleza, da sexualidade, sensualidade e paixão, tem como símbolos as pombas, os cisnes, romãs e as flores (principalmente as rosas).
Esta estátua de Afrodite foi encontrada por arqueólogos na cidade de Denizli, na Turquia e me foi enviada pela querida amiga Cagla Yalim. Conversava com ela sobre Afrodite e existem muitas ruínas gregas na Turquia. Grécia e Turquia tem em comum muitas coisas: palavras, comidas, bebidas e uma richa eterna....talvez como Brasil e Argentina? Tenho amigos gregos e turcos e acho interessante como falam da mesma coisa, com o mesmo entusiasmo, porém cada lado afirma-se "dono"....
Bom...recomendo para todas as mulheres um encontro com Afrodite....

Thanks for my dear friend Cagla Yalin from Turkey!!!!
Ana Passaro


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Formação de grupo para vivenciar a Arteterapia

Facilitadoras: Ana Passaro e Celeste Carneiro

Nossa Proposta:

- Formação de grupo para vivência arteterapêutica.


Objetivos:

- Experimentar a arteterapia como meio para trabalhar as questões emocionais.
- Aliviar o estresse.
- Desenvolver a autoestima e o relacionamento interpessoal.

Público:

- Pessoas interessadas no desenvolvimento do seu potencial, assim como no seu equilíbrio.

Duração:

- De 14 de setembro a 14 de dezembro de 2009 (às 2ªs feiras).

Horário:

- 18:30 às 20:30h

Valor:

- R$ 200,00 (duzentos reais) mensal – 14 de setembro/ 14 de outubro/ 14 de novembro.

Local:

Centro Integrado de Saúde Prof. Fernando Filgueiras
R. Eduardo José dos Santos, 147 sala 406 – Garibaldi - Ondina
CEP: 41940-455 – Salvador – Bahia – Brasil

Facilitadoras:


Ana Passaro
ASBART / UBAAT: 0059/0809

Arteterapeuta Junguiana e Arte-educadora.
Licenciatura Plena em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas – UCSAL
Pós-Graduação em Arteterapia Junguiana – Instituto Junguiano da Bahia / Fundação Baiana para Desenvolvimento das Ciências
Membro da Associação Baiana de Arteterapia e da União Brasileira de Arteterapia (ASBART/UBAAT).

(71) 8880-1259
anamariapassaro@gmail.com
http://anarteterapia.blogspot.com






Celeste Carneiro
ASBART / UBAAT – 0035/0906 / ALUBRAT - 08/0003

Membro da ALUBRAT - Associação Luso-brasileira de Transpessoal; da Associação Baiana de Arteterapia e da União Brasileira de Arteterapia (ASBART/UBAAT); do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT - UNIPAZ).
Professora e supervisora de cursos de pós-graduação (Arteterapia Junguiana e Psicologia Transpessoal).
Experiência como instrutora de treinamento na área de criatividade e terapia antiestresse dentro das Organizações. Artista Plástica e Educadora.
Criadora do curso Criatividade e Cérebro – Artezen.
Autora de artigos e livros, sendo o mais recente
Criatividade e Cérebro - Um Jeito de Fazer Artezen.

(71) 3237-5570 / 8874-1155 - Salvador – BA
cel5@terra.com.br www.artezen.org e http://criatividadeecerebro.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O que é a Arteterapia e quem é o arteterapeuta.

Vivenciar o processo terapêutico por meio da atividade artística. Essa seria a descrição mais simples para definir a Arteterapia. Ao longo da vida, o ser humano vai acumulando suas experiências, e elas nem sempre são bem compreendidas. Dores, frustrações, dúvidas, insatisfações, perdas, doenças, tudo nos mobiliza, mesmo que passemos por cada uma dessas etapas sem aparentemente sofrer danos visíveis. Até mesmo situações que podem ser associadas apenas a momentos de prazer intenso podem gerar alguma espécie de desequilíbrio.
Podemos entender melhor o que se passa no nosso mundo interno se compreendermos que nossa existência é marcada pela polaridade, lei de opostos, e que sempre estamos em desequilíbrio, pois uma escolha automaticamente exclui a outra. Apesar de ser esse fato a mola propulsora do nosso desenvolvimento, é também a fonte dos nossos conflitos. Escolhemos um lado de qualquer situação, mas seu oposto está guardado em algum lugar dentro de nós. Ao evitarmos esse outro lado, ao negarmos sua existência, a tendência natural da vida de buscar o equilíbrio providencia que o lado negado apareça na consciência e até no corpo físico. São os medos, os traumas, as depressões, as doenças com ou sem diagnósticos e tantas outras formas que nosso inconsciente encontra para nos chamar a atenção sobre a necessidade de buscar o equilíbrio.
Mas essa compreensão nem sempre é fácil, e é exatamente aí que a arte serve como veículo de comunicação. Ao elaborarmos um trabalho artístico, criamos um símbolo que estará carregado de nossas emoções. Trabalhando esse símbolo, somos capazes de descobrir qual a mensagem que nosso inconsciente tenta nos transmitir. À medida que conseguimos compreender seu significado e trabalhar as sensações que sentimos durante esse processo, o que era desconhecido e assustador passa a ser material consciente e, portanto, somos capazes de transformá-lo, dar-lhe nova significação.
O arteterapeuta não é um psicólogo, mas é um profissional capaz de facilitar esse processo no cliente a partir da escolha adequada dos materiais artísticos, da leitura de todo o processo arteterapêutico, da observação comportamental do cliente e orientação amorosa e paciente de cada caso. O arteterapeuta deve estar consciente dos seus limites e deve ser capaz de perceber o momento em que pode acontecer a necessidade de encaminhar seu cliente para outros profissionais. Somos facilitadores da busca por si mesmo. Não nos cabe dizer ao cliente como agir, mas cabe-nos a tarefa de observar cuidadosamente cada cliente e sutilmente sugerir este ou aquele caminho. Por meio do estudo das técnicas artísticas e dos materiais, também somos capazes de oferecer ao cliente um caminho que ativará ou desbloqueará determinadas emoções.
A Arteterapia é uma atividade séria e já reconhecida como profissão em diversas partes do mundo. Uma busca simples na internet já nos coloca em contato com associações de arteterpeutas na Itália, no Canadá, nos Estados Unidos, em Portugal, no Brasil, entre outros.
A Arteterapia pode ser vivenciada por todos. Não existe restrição. E por ser um processo que envolve o fazer artístico, já possui uma grande vantagem frente a outros métodos terapêuticos. A arte por si só já é uma atividade terapêutica que, mesmo sem tal enfoque, já proporciona bem-estar, desenvolve a criatividade e relaxa. É também excelente meio de comunicação, pois, através da arte, o indivíduo consegue transmitir com muito mais facilidade os seus sentimentos.
Em comunidades onde a tensão, o estresse, as situações de doenças ou perdas são constantes, a Arteterapia proporcionará, nas pessoas, aumento da autoestima, crescimento individual, entendimento das situações, exercício criativo, aumento da confiança e do poder de superação, melhora da qualidade de vida, melhora das relações consigo mesmo e com os outros, aceitação de si mesmo e melhor posicionamento diante das adversidades. O indivíduo que se sente melhor consigo mesmo, que se sente mais relaxado e alegre, responde melhor a qualquer tratamento médico e convive no seu grupo de forma mais harmônica.
Ana Passaro